quinta-feira, 7 de maio de 2015

Dia 7 - Bruxelas - Amsterdam


Minha primeira postagem dessa viagem, farei algumas observações. Ao escrever já estamos em Nice no Sul da França, próximo ao final da viagem. Estive antes na França, especificamente em Paris,  em 2010 e 2011. Como Belle já relatou, o aumento da pobreza e uma decadência de cidade ficaram claras em diversos momentos. A quantidade de pessoas dormindo nas ruas em barracas é enorme, muito mais pedintes e a recente leva de imigrantes está muito mais visível e presente. Surpreende mesmo a quantidade de lixo acumulado em diversos pontos da cidade. Mas também vimos muito mais turistas na cidade. Apesar do tempo ruim, a cidade estava lotada.

Como fizemos viagens de ônibus ao invés do trem, pudemos acompanhar com muito mais detalhes as mudanças de cenário entre a França, Bélgica e a Holanda. Fica fácil colocar os países em ordem de PIB, as diferenças saltam aos olhos.

Outro ponto que não posso deixar de ressaltar, foi visita ao grande Muséum d'Histoire Naturelle da França. Levar Luiza ao Museu, era minha prioridade número um desta viagem. Livrá-la de crendices e mitos é uma das minhas grandes tarefas. Ela adorou e eu fiquei profundamente realizado! :)

Chega de conversa mole, e vamos ao relato do dia. Como o dia anterior, com a viagem a Bruges foi puxado, acordamos mais tarde do que o habitual. Ainda tínhamos que deixar tudo pronto, já que o ônibus sairia às 15:10.

Seguimos para o Atomium, construído para a Exposição Mundial de 1958. Tem 102 m de altura e 9 esferas de 18 m de diâmetro, com uma vista panorâmica da cidade na esfera mais alta. Enfrentamos uma fila considerável para pegarmos o elevador. As filas são grandes pois o elevador que leva ao topo comporta somente 15 pessoas e é o mesmo tanto para subir quanto para descer. Mas para descer não enfrentamos fila.

Após a visita, voltamos para a Gare Central, seguimos para a Galeries Royale Saint-Hubert, cheia de lojas e um ponto bem frequentado pelos turistas, para experimentar os famosos eclairs da chocolateria Pierre Marcolini. Recomendação de Ana Luiza!

Paramos nas lojinhas da área próxima ao apartamento para os souvenirs e seguimos às pressas para o apartamento para recolher as tralhas, pois já passava da 14hs .

Chegamos às 14:55 ao ponto de saída do IDBus, que mais uma vez se mostrou uma excelente opção, além do preço mais em conta que trem, o horário era mais conveniente pois pudemos aproveitar mais de Bruxelas. 

A viagem foi tranquila, mas em alguns pontos pegamos tráfego pesado. Ainda tivemos um contratempo pitoresco, um sujeito resolveu fumar no banheiro do ônibus, o que provocou a ira dos passageiros, principalmente a nossa, pois estávamos bem ao lado. Aparentemente, o absurdo passaria impune. Entretanto, tão logo foi possível, acredito que mais de uma hora depois do fato, o motorista parou o ônibus. Ninguém entendeu direito o que estava havendo, pois o motorista saiu do volante, e veio até o meio do ônibus. Foi aí que o maior esporro da história das viagens terrestres aconteceu. O motorista começou a dizer, extremamente revoltado, que alguém tinha fumado no ônibus e que aquilo era absurdo, que era uma falta de respeito com os passageiros e, pior ainda, considerando que no ônibus havia um bebê (apontando para Luiza). Não precisa dizer que o cara virou nosso herói. O sujeito que fumou permaneceu calado enquanto o  motorista esbravejava. Depois do sermão para todos ouvirem, o motorista chegou para o cara e disse apontando o dedo para ele: "Você não se identificou mas eu seu que foi você pois eu vi pelo retrovisor!!" E deu mais outro carão épico diretamente para o cara. Depois ele pediu para o fulano sair do ônibus, a gente até achou que ele fosse expulsá-lo, mas depois do bate-papo fora do ônibus, o fumante voltou, e veio falar com Belle pedindo desculpa, dizendo que não sabia que havia um bebê no ônibus e que se soubesse não teria fumado. Ou seja, mais um ponto para o IDBus e seus motoristas heroicos :D

Chegamos em Amsterdam, com meia hora de atraso. Pegamos o trem ate a estação central e da lá o Tram até a estação Roelof Hartplein. Começou a epopeia para encontrar o apartamento. O endereço no Airbnb estava incompleto. Foi preciso ligar para a hostess para pegar o número correto. Belle pediu a uma pessoa que estava aguardando o tram para ligar, mas apesar de solícita e simpática, a mulher saiu correndo pois a filha dela entrou no tram e ela ficou. Depois Belle pediu para algumas pessoas num café em frente para ligar, mais uma vez o pessoal foi bastante simpático. A hostess disse que o apartamento ficava do outro lado da rua no número 12 e que tinha deixado a chave num hotel próximo. Tinha pelo menos meia duzia de numeros 12 na área da praça e dois hotéis foi uma confusão para nos localizarmos. 

Depois de muita procura fomos recebidos pela Dido, que a essa altura já nos esperava no apartamento. O esforço valeu apena, o apartamento era muito legal, superequipado e decorado. Além de ficar ao lado da Museumplein, local do "I Amsterdam".

Desempacotamos e fomos explorar a area, depois de algumas dicas da Dido. Jantamos em um fastfood de comida italiana.


Atomium




 






















Galeries Royales Saint-Hubert


Pierre Marcolini


Pense na delícia 


Éclair


Grand Place



 Manneken Pis



 No caminho para Amsterdam




Um comentário:

Geraldo Moraes disse...

Em janeiro de 2014 fui com Clarissa a primeira vez em Paris. Não gostei da cidade pois, apesar da arquitetura muito bonita e conservada, tinha muitos mendigos, estava suja e em alguns aspectos era desorganizada. Quando voltei e contei aos amigos muitos discordaram, mas noto que ali os problemas já começavam a existir e você narra que eles estão aumentando.